Demorou, mas Benjamin Netanyahu afinal tirou Barack Obama do sério. O motivo foi o sinal verde do premiê de Israel para a construção de 900 casas num assentamento na parte de Jerusalém que é reivindicada pelos palestinos como sua capital num futuro Estado. A Casa Branca declarou-se desapontada com a decisão, dizendo que coisas desse tipo só complicam os esforços de paz.
O governo israelense ignorou olimpicamente as críticas, numa forma de reafirmar sua soberania sobre toda a cidade de Jerusalém – e também numa maneira de posicionar-se diante das pressões palestinas a respeito da declaração unilateral de independência.
É um jogo que pode levar à situação-limite em que nenhum acordo será possível, o que inviabilizaria um Estado palestino, isolando Israel e demonstrando a impotência dos EUA, qualquer que seja o estilo de sua diplomacia
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